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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

"Amour"

Na véspera dos Óscares, que têm sido um enorme desilusão ano após ano (este ano apostava no "Room" para Melhor Filme e no Eddie Ramayne mas ganharam outros), propus-me ver "Amour", vencedor da Palma de Ouro em 2012 e Óscar de Melhor Filme Estrangeiro também em 2012, ganhou um BAFTA e Melhor Filme do Prémio de Cinema Europeu. E que filme senhores. Se no início eu julguei tratar-se de um filme aborrecido, revelou-se um dos melhores filmes que vi nos últimos anos cuja temática é a degeneração e a degradação do ser humano. O filme é duro, é perturbador, é estrondoso e deixa-nos com o coração apertado. É um belo filme. 
A fragilidade da vida aqui retratada numa bela história de um casal que se ama e apoia. Ele, cuida dela até ao fim. E que fim...


"I remembered listening to you two making love when I was little. For me, it was reassuring. It made me feel you loved each other and that we'd always be together."
Anne: It's beautiful. Georges: What? Anne: Life. …

[Do vazio]

Há pessoas que adoram tentar diminuir outras. Tenho sofrido um bocadinho com isto desde que entrei para este trabalho. Estou aqui há 4 meses e o desprezo que tenho sentido por parte das colegas é frequente, talvez até diário. 
Na pausa para o almoço é mais visível este desprezo. Não conversam, e quando olham para mim desviam logo o olhar. No corredor baixam a cabeça só para não terem que dizer um olá ou esboçar um sorriso. 
Há pessoas que não valem nada, há pessoas que estão fechadas no seu próprio mundo. Desconfio que por trabalharem há anos no mesmo local não se abrem a novos conhecimentos nem a novos horizontes. Estão estagnadas e eu só posso ter pena delas. Sei que o meu tempo aqui acabará muito em breve. 
É pena existirem ambientes de trabalho assim. a minha chefe anterior dizia sempre que a equipa onde trabalhamos tem que funcionar como uma família porque é com estas pessoas que passamos 8 horas diárias, temos que confiar nelas, temos que criar um bom ambiente. Tem que haver um esf…

[cinemagraph]

Descobri a técnica Cinemagraph há apenas uns minutos e fiquei encantada. Ora esta técnica consiste em dar movimento em pequenos pormenores de uma fotografia. 
Descobri este site que tem uns belos trabalhos e fiquei curiosa para saber mais sobre esta técnica. Pode ser feito através do photoshop e segundo percebi pode levar horas... Até temos aqui a forma fácil de o fazer.

[Das canecas]

A minha caneca foi para o cemitério das canecas porque a parti hoje de manhã. É a terceira que tenho em 32 anos de vida. A primeira tinha dois palhaços e o meu gato partiu-a quando se aventurou no armário da loiça. A segunda tinha uma princesa e parti-a já não me lembro como e agora parti uma caneca às riscas. Gostava desta caneca porque era colorida e parti-a porque bati com ela ao retirá-la do armário. Agora tenho que a substituir. Não gosto de substituir canecas porque me acompanham todos os dias de manhã. Sabem das minhas histórias e do meu mau feitio matinal. Até terminar de beber o meu leite de chocolate quentinho não falo com ninguém. Elas são a primeira coisa que agarro mal me levanto. É raro o dia em que não puxo da caneca. Estou aborrecida porque amanhã não sei onde tomar o meu pequeno-almoço.

Dos melhores filmes de sempre #1

Big Fish, 2003

[Dos jogos de cartas]

Quando o Uno ganhou fama, comprei o jogo e joguei horas e horas seguidas tanto na escola como em casa. Depois veio o Uno Dados, o Scrabble Cartas e o Monopoly Deal mas nada disto era como o Uno. No último fim de semana repesquei estes jogos e ganhei um novo vício: Scrabble Cartas, e é diversão garantida! Quanto ao Monopoly Deal as regras não estão bem claras e no início parece que não acontece nada durante o jogo... É preciso paciência. Jogar é bem mais divertido do que passar horas em frente ao computador e é agora a minha nova companhia...

[Do Van Gogh]

O Van Gogh é daqueles artistas que me ficou no coração depois de me inteirar da sua história de vida. Quando fui a Amesterdão visitei o seu museu e deixei-me deslumbrar pelas suas obras. Agora, o Instituto de Arte de Chicago recriou uma das suas obras mais famosas: "Quarto em Arles". Pudesse eu ir aos Estados Unidos e corria a ver esta instalação!




[Dos Legos]

Brincava com Legos quando era miúda, construía casinhas e inventava histórias para os meus bonequinhos. Os Legos são aqueles brinquedos que nos levam a um imaginário sem limites: podemos construir tudo o que quisermos, com o formato que nos apetecer e duram, duram, duram... A Lego renova-se e vai lançando coleções todos os anos. Agora, a marca lançou um boneco em cadeira de rodas, o primeiro de sempre e até tem direito a um cão guia. O boneco foi apresentado na Feira de Brinquedos de Londres e Nuremberga e promete ser um sucesso. Aguardo para o ver ao vivo!

[Dublin]

Detesto viajar porque fico com vontade de mais e mais. Amo viajar porque me dá a conhecer lugares fantásticos que não tenho à mão no meu dia-a-dia. Voltei de Dublin há 15 dias e ainda sinto no corpo aquele frio intenso. Aquela chuvinha e o vento quando atravessava as pontes do Rio Liffey. Dublin nunca foi um destino ao qual quisesse ir. Não estava previsto. E fui. E adorei. Trago a zona do The Temple Bar, uma espécie de Bairro Alto, no coração. Trago o pub onde dancei música irlandesa na memória ou o Museu de História Natural e recordo-me da senhora na Igreja St. Mary's Heart que nos disse "Obrigado" porque sabia duas palavras em português: "obrigado" e "por favor". O meu quarto o Hostel mesmo pertinho do The Spire tinha uma janela enorme até ao teto e por fora umas escadas de serviço - parecia uma cena de um filme passado em Nova Iorque. Fui ao Museu de Cera, entrei em Tescos e Spars para fazer compras, comi chocolates que não há à venda em Portugal e…

Postcards

Estes são postais que só ficam completos quando os manchamos com café! Take a look...




 Antes
Depois

The truth is...

Quinteto de metais

É giro quando saímos da rotina e ontem foi um desses felizes acasos. No colégio onde trabalho, tivemos um concerto de um quinteto de metais. Os miúdos adoraram mas são os adultos que mais vibram com estas coisas. Os músicos explicaram como fazer para tocar instrumentos de metal: vibram-se os lábios e deliciaram-nos com músicas bem conhecidas: Missão Impossível, Banca de Neve, Flintstones, Pantera Cor de Rosa. No fim tivemos que dançar ao ritmo dos instrumentos e as gargalhadas reinaram naquela sala.


"Love"

Too much! Para quem viu “Love” sabe do que estou a falar. Para quem não viu e não fica chocado com absolutamente nada, basta ver. São duas horas de sexo. Cenas demasiado longas que aborrecem até os espetadores mais ávidos. Conhecem as “Cinquenta Sombras de Grey”? Esta é uma versão muito mais kinky. Muito mais porno. Se conhecem “A Vida de Adéle” é em tudo semelhante nas cenas intensas. Não consigo falar de “Love” sem falar destas cenas. O enredo é simples: Murphy namora com Electra mas a relação cai num círculo vicioso esquisito: ménages com a vizinha, gravidez indesejada, drogas, a intimidade do casal, traições, travestis, imaginem o resto... E se Eletra parecia uma miúda certinha vemos a sua transformação numa autêntica junkie, uma miúda verdadeiramente condenada...

Se tem cenas gratuitas? Tem. Li algures que os primeiros 10 minutos do filme foram o suficiente para fazer sair pessoas das salas de cinema. E realmente houve cenas de sexo entre os atores e por isso é que as atrizes princ…

"Grandma"

Gostei, gostei e gostei. Só tenho a dizer coisas boas do filme “Grandma” que subiu para o Top 5 dos melhores filmes de 2016 que já vi até agora e estamos ainda no primeiro trimestre do ano. Vi o cartaz e pensei: “deve ser giro, não o posso deixar escapar”. Fui ao Youtube ver o trailer e intensificou-se a minha curiosidade. Lá tive uma horinha em que pude vê-lo e não me arrependo nem um bocadinho. Foi a melhor coisa que fiz naquela 3ª feira ao final da tarde depois de um dia intenso no trabalho. “Grandma” foi capaz de me fazer rir e de pensar que raio de avó maluca era aquela.


Em “Grandma” temos a história de uma avó e de uma neta que está grávida e vai pedir dinheiro para o aborto mas a história não anda à volta da interrupção da gravidez, deixemos isso de parte. Aqui temos uma avó que apoia a neta na sua decisão e que, por falta de dinheiro momentâneo, vê-se obrigada a fazer uma visita ao seu passado e a reviver antigas paixões. É uma avó lésbica, mordaz e com demasiado mau-feitio pa…

"Joy"

Fraquinho este "Joy" e nem percebo como é que pode estar nomeado para os Óscares. É aborrecido e não traz nada de novo à história do cinema. É uma história baseada na vida da inventora Joy Mangano: uma mulher solteira com dois filhos que era um génio na infância mas com uma família desmembrada. Vê-se obrigada a tratar dos familiares e vai deixando os seus sonhos para trás. Com o regresso do seu pai a casa, Joy decide ir atrás dos seus sonhos e começa a fazer invenções. É uma mulher de força, sem dúvida. Mas este enredo não é suficiente para ser transformado em filme. 
Julgo que foi só um pretexto de Jack O. Russel, o realizador de juntar a dupla de atores Jennifer Lawrence e Bradley Cooper mais uma vez.

"Room"

Tentei ler o livro "O Quarto de Jack" há cerca de um ano mas por algum motivo não me prendeu e parei ao fim de um capítulo. Agora o filme está no cinema e decidi vê-lo. Tem boas críticas ee está bem cotado no IMDB. "Room" é inquietante. Vemos uma mãe e um filho presos num quarto e vamos descobrindo cada mais da sua história. Descobrimos como Jack vê o mundo ali confinado a quatro paredes e ao esforço desta mãe para o ensinar e não enlouquecer. Jack é o seu fiel companheiro e grande amor. É nele que deposita toda a esperança.


É enternecedor a forma como os dois se relacionam e resolvem os conflitos. Ao ver este filme imaginamos como seria a vida se estivessemos também nós confinados. Os primeiros minutos do filme deixaram o meu coração inquieto: vê-los ali fechados fez-me uma enorme confusão. Apenas os dois para conversar. Durante 5 anos ali naquele cubículo tentando levar uma vida normal.

As coisas mudam mas não deixa de ser assustador levar assim uma vida. O filme es…

[Edgar Degas]

Edgar Degas é um dos mais famosos impressionistas de todos os tempos e Misty Copeland é a bailarina principal do American Ballet Theatre que recriou as conhecidas obras do pintor parea a revista Harper's Bazar de Março. Os fotógrafos Ken Browar e Deborah Ory estão por trás deste magnífico trabalho. Não me canso de olhar para estas fotos....


Conversas num Jardim de Infância #2

Conversa #1

- Ana, não são queixinhas! Dei os sapatos (de brincar) à C. e daqui a pouco ela dá-me a mim. Resolvemos o problema...
- Estou tão contente! Já são meninas tão crescidas e sabem resolver os vossos problemas!


Pilar, 4 anos



Conversa #2
Ao ajudar uma menina a vestir a farda do colégio depois da aula de ballet: - Ana, és um amor (e dá-me um beijinho)
Mariana, 3 anos

Happiness is...

Fiz um like desta página no facebook há imenso tempo e acho que nunca aqui publiquei nada sobre "Happiness is..." Eles fazem publicações regulares e chegar à dita rede social e ver estas ilustrações com estas mensagens tão reais faz-me sorrir. Gosto mesmo desta página e daquilo que me transmite. E sei que há um livro. Genial!


Via: Lastlemon

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5 meses. Uma mão cheia. Como é a vida aí em cima? Quero ir à tua casa mas tenho medo de a encontrar vazia. Mais vazia. Sabes, tenho os teus ímanes e dois fios teus. Tenho a moldura da árvore. Fiz questão de ficar com ela. Lembro-me dela desde sempre. É uma espécie de marco. Ainda hoje olhei para lá. Falta lá o P. mas as 5 moldurinhas que a compõem não têm mais espaço. Há um vidro que está partido. Vou deixar ficar assim. É história. É vida.
Sabes, passei em cima das nuvens há dois dias. Não te vi mas fiz um esforço. 
São 5 meses e parece uma vida. 


De cortar a respiração

Voluntariado

A minha estreia no voluntariado foi no Festival do Panda no ano passado e num Jardim de Infância em Lisboa em contexto de Colónia de Férias. Como nunca tinha feito voluntariado até então decidi experimentar e correu bem. E o bichinho ficou. Secretamente, ansiava por outra experiência que me enriquecesse mais um pouco e finalmente lá tive nova oportunidade...
Este fim de semana voltei a ser voluntária mas num contexto quase 24/7 porque parti na 6ª feira ao final do dia e regressei no domingo à tarde. Inscrevi-me  através do CISV e lá fui rumo a Sintra, à Praia Grande.
Foi um fim de semana a bombar, onde não descansei absolutamente nada após uma semana inteirinha de trabalho. Dormi poucas horas e no regresso a casa a minha cabeça parecia explodir tal era a minha dor de cabeça. 
Participei no Campo como líder entre tantos outros líderes. Tinhamos 50 e tal miúdos de 11 e 12 anos para distrair com imensas atividades, jogos, etc. Vigiávamos as refeições, as horas de sono, tudo. Um fim de seman…